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Vida Versus Amor

sexta-feira, 30 de outubro de 2009 0 comentários
A vida explora - o amor é explorado ...
Por isso, são incompatíveis o amor e a vida ...
Eternos antagonistas - mortais inimigos ...
iver é lutar - amar é ser imolado.
A "luta pela existência" elimina impiedosamente o que fraco e conserva
o que é forte - para que evolver possa o mundo material.
O amor ampara o que é frágil, abraça o que é imperfeito, acolhe o serzinho enjeitado, agasalha o órfão anônimo, enxuga as lágrimas da viúva, pensa as chagas do leproso, oscula os farrapos do mendigo, volta as costas aos que forte e feliz e busca sempre o que é fraco e infeliz.
O amor é o avesso da vida.
O amor cede aos outros o seu "lugar ao sol" - e submerge nas sombras ele mesmo.
O amor é a mais poderosa afirmação do espírito.
É uma antecipação da vida eterna, onde será absoluto o domínio do espírito.
Quando terminar esta vida mortal, sucederá à atual desarmonia a mais perfeita harmonia entre o amor e a vida.
Não haverá mais explorador nem explorado.
Celebrarão oi amor e a vida um tratado de paz e cantarão a sinfonia da grande e imperturbável felicidade...
Vida eterna ...
Amor imortal ...

Síndrome de Pilatos

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"Aquele que é infiel à sua própria consciência tem uma dívida impagável consigo mesmo."

A Síndrome de Pilatos tem varrido os séculos e contaminado alguns políticos. É muito mais fácil se esconder atrás de um discurso eloqüente do que assumir com honestidade seus atos e suas responsabilidades sociais. A síndrome de Pilatos se caracteriza pela omissão, dissimulação, negação do direito, da dor e da história do outro.

Cury, Augusto Jorge. Análise da Inteligência de Cristo. São Paulo: Academia de Inteligência., 1999.

O Bom Escritor

quinta-feira, 29 de outubro de 2009 0 comentários
O Bom Escritor
Todos os bons livros assemelham-se no facto de serem mais verdadeiros do que se tivessem acontecido realmente, e que, terminada a leitura de um deles, sentimos que tudo aquilo nos aconteceu mesmo, que agora nos pertencem o bem e o mal, o êxtase, o remorso e a mágoa, as pessoas e os lugares e o tempo que fez. Se conseguires dar essa sensação às pessoas, então és um bom escritor.

Ernest Hemingway, in 'Escrito de um Velho Jornalista (Esquire, 1934)'